Texto por Alan Veloso
Todos
nascem vulneráveis pelo pecado original, mas aquele que recebe o
sacramento do batismo ganha em volta do coração uma muralha, um forte
(construção para proteção de um lugar estratégico) que inimigo (pecado)
nenhum pode penetrar.
O
coração do batizado se parece com a antiga Tróia, que com sua muralha
se protegia dos ataques inimigos, até que foi iludida pelos Gregos,
numa batalha que, como conta a história, já estava praticamente vencida.
A arma poderosa dos Gregos? Um presente.
Os
Gregos os presenteou com um imenso cavalo recheado de homens armados.
Os troianos acharam o cavalo maravilhoso, fascinante, um presente aos
deuses. Na euforia foram logo levando para dentro da ‘cidade’ o
presente de grego.
Então: a muralha foi penetrada.
E o presente que se mostrava tão belo se revelou destruidor.
Como
já dito, assim é o coração do batizado, só é penetrado pelo inimigo
(pecado) com seu consentimento. O pior é que o inimigo sabe bem o que
cada um acha maravilhoso, o que o fascina, então não para de oferecer
presentes de grego. Que se mostra tão belo, mas se revela destruidor.
Há
uma diferença entre o batizado e a antiga Tróia, a cidade foi destruída
numa noite, perdeu a guerra, com catecúmeno é tudo muito lento, vive-se
um bom tempo no prazer da fascinação.
Tudo bem estratégico, o inimigo sabe que pode usar daquele que já foi iludido para levar o mesmo presente a tantos pelo caminho.
Até que... Ele se cansa de usá-los e os descarta afinal não se tem vinte (20) anos o resto da vida, a coca-cola* perde o gás.
Geralmente
é aí que se descobre o que o presente era só uma isca, como a minhoca
que esconde o anzol enganando o peixe, o presente, os prazeres
desordenados, esconde a destruição que mata e tira a paz.
Não
se pode desesperar, mas é necessário trabalhar, afinal é como diz o
Einstein: “o único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no
dicionário”. O sucesso de uma vida verdadeiramente feliz, começa no
cauteloso trabalho de expulsar o “que reluzia mais não era ouro” do
coração, então é preciso fazer o mesmo que foi feito com o ‘presente’,
faz-se necessário aceitar aquele que dá sentido a vida, esse Jesus tão
esquecido pela pós-modernidade.
“Dizei
àqueles que têm o coração perturbado: Tomai ânimo, não temais! Eis o
vosso Deus! Ele vem em seu auxilio... e uma alegria os possuirão; a
tristeza e a lamuria fugirão.” Is. 35, 4,10b.

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